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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Toda empresa precisa de consultoria...

Por que nenhuma empresa funciona na sua perfeição e uma visão de fora, com perspectiva privilegiada, pode ajudar muito.
Além da visão em perspectiva, o consultor não tem o envolvimento emocional com o negócio como tem naturalmente o empresário. Isso permite lidar com os problemas com mais racionalidade.
Também posso acrescentar - no meu caso - que 14 anos de experiência assessorando empresas pode servir de uma boa contribuição...
O conteúdo e o conhecimento conceitual do consultor, obviamente, são também úteis; mas considero que este é o benefício menos palpável, portanto o que serve menos como argumento do que os primeiros que citei.
Toda empresa precisa de consultoria. Nem todas contratam. E a sua?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Dinâmica do dia-a-dia

Sabe aqueles dias em que corremos o tempo todo, resolvendo problemas (realmente resolvendo, desatando nós, fazendo as coisas acontecerem) e tratando de negócios diversos, com diferentes pessoas, em vários lugares e empresas e, enfim, chegando em casa no final da noite, cansado e satisfeito? Dá uma sensação de que temos energia e isso tem a ver com o poder do movimento.
Mas é fundamental compreender o que viabiliza isso, pois o ideal é que possamos provocar este estado - por que não, todos os dias? Dou algumas dicas para os líderes:
1. Manterem-se concentrados, não deixar jamais que as circunstâncias, por maior que seja a pressão, desviem o foco e a mente clara. Não se pode perder a noção das prioridades e do importante. Bem como não podemos atropelar processos e muito menos pessoas. Mantendo-se centrado, ou concentrado, preservamos o ritmo das coisas, mesmo que estejamos sob pressão. No final, isso se mostra como proveitoso. Sempre.
2. Deixar o corpo relaxado, solto. Não se deve tensionar o físico devido à pressão psicológica. Além de que não resolve, pois não soluciona - o que soluciona é a resolução dos problemas, sucessivamente, um após o outro - e ainda vai atrapalhar. O corpo flexível e a postura ereta, com os músculos relaxados é um instrumento técnico para lidar com a pressão gerencial.
3. Não aceitar olhar as sombras. Mirar sempre no lado luminoso, buscando a solução. Tudo tem solução. É questão de encontrar. Não é "mentalidade positiva" barata, ou discursos motivacionais vazios. É estratégia.
Na dinâmica do dia-a-dia, os líderes têm de ter vantagens. Estas dicas são parte de um conjunto de elementos de formação de lideranças que aplicamos há anos. Funciona. A sensação de realização no final do dia é a prova.

sábado, 28 de julho de 2012

E o que é CONSCIÊNCIA?

Do latim, cum scire, chega-nos o vocábulo "consciência". Podemos entender de sua etimologia que significa estar com ciência, com conhecimento.
Para mim consciência tem a ver com "estar presente". Pois às vezes está só o corpo, enquanto o sujeito vaga por algum desconhecido rincão de sua psique... Quando falta-lhe atenção, falta consciência. A atenção é um atributo, uma faculdade da consciência.
Quando estamos "presentes, de corpo e alma" estamos com domínio de nós mesmos e algum domínio da situação que vivemos nesta hora e lugar. Quanto mais consciente, logo, mais domínio. Quanto mais consciente, mais livres para pensar, analisar, sentir, ver, intuir, entender. Mais consciência, mais capacidade de atuar e interagir com o meio e as pessoas. Mais consciência, mais possibilidades.
William James, o grande filósofo do pragmatismo americano, desenvolveu o tema da consciência como um fluxo, ao invés de uma série discreta de eventos. Quando ficamos "desligados" por alguns segundos, parece que se interrompeu o fluxo. Aí retomamos. Estes intervalos de desatenção e inconsciência servem para fazermos coisas de que nos arrependemos, normalmente. Morder a língua quando mastigamos a comido é um exemplo...
Desenvolver a consciência é para os líderes o ponto fundamental. Dela surge não só o domínio de si mesmo, mas o domínio das relações que precisa estabelecer com as pessoas de sua equipe, com outras pessoas de outras áreas da empresa. Surge a possibilidade de dominar o ambiente de trabalho e um modo de conduta dentro da organização. Para os estadistas e líderes políticos, a consciência expande sua esfera para o mercado, a comunidade, os investidores. Desenvolver a consciência é desenvolver a capacidade de liderança.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Os "maiores ativos da empresa"

Tenho de tirar o chapéu para estas frases de Wagner e Harter, do Instituto Gallup. Vejam só:
"O título de gerente costuma ser concedido como recompensa pelo tempo de casa e boas relações, por um desempenho sólido que não demonstra nenhuma capacidade específica de lidar com pessoas, ou como o único caminho de progresso numa empresa que não sabe criar cargos não gerenciais altamente valorizados. Empresas que jamais deixariam que alguém sem formação em administração ou contabilidade cuidasse de suas finanças, que um inimigo da tecnologia gerenciasse o departamento de TI ou que um trapalhão supervisionasse rotineiramente a segurança permitem que profissionais antipáticos, falsos ou arrogantes assumam a direção de uma equipe dos supostos "maiores ativos da empresa".
Empresário: são as pessoas os maiores ativos da sua empresa? Comprove com o perfil de seus líderes e gestores.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Consciência e Produtividade

Os muitos livros que versam sobre o tema da produtividade pessoal, em geral, dão ênfase às técnicas e métodos de organização e gestão do tempo e do espaço de trabalho. E estão corretos, sem dúvida, de que isso é importante. Contudo, entendo que O MAIS IMPORTANTE não está no espaço à nossa volta, nem nos ponteiros do relógio...
Se considerarmos o espaço e o tempo como 2 vetores que se entrelaçam num instante que podemos chamar "momento presente", teríamos então de definir um terceiro vetor, vertical, que incide desde o ápice da consciência do indivíduo que observa todas as circunstâncias à sua volta, até a posição do corpo e das sensações físicas neste dito instante. Este terceiro vetor, o "vetor da consciência", é objeto de pouco estudo quanto à produtividade pessoal. E é daí que vem 80% da produtividade. Ela advém de uma concentração que mantém este terceiro vetor com o domínio das situações. Mantém a consciência presente, independente das circunstâncias. Mantém a lucidez e a calma, a eficiência e a noção do que deve ser feito, em cada lugar e em cada segundo. 
Há uma espécie de polaridade, que radica entre o ponto alto de consciência e o ponto concreto de posicionamento do corpo. Esta é uma metáfora. Poderíamos trocar por profundo e superficial, espiritual e corporal. Usam os termos que preferirem...
O fundamental é que treinar este terceiro vetor permite o domínio consequente dos outros dois. A produtividade pessoal então obedecerá ao uso de técnicas de organização do espaço e de administração do tempo; técnicas que são úteis ao indivíduo consciente, inteligente. Do contrário, são só métodos que não funcionam. Não porque não sejam úteis. É que não são úteis para quem não consegue usar. Para quem não está consciente.

sábado, 21 de julho de 2012

Trabalhar com as mãos

Apesar de que o ambiente empresarial reserva pouco para o uso das mãos - normalmente deitadas sobre as mesas de reunião ou o teclado no notebook ou segurando a caneta na assinatura de documentos - é propício que os líderes entendem o valor do trabalho manual. É uma espécie de atavismo que temos; no caso dos homens, mais ligado às ferramentas; no caso das mulheres, a outros utensílios domésticos.
Quando fazemos coisas manuais entramos em contato com uma energia diferente... conhecemos limitações nossas de coordenação motora. Ganhamos a alegria, por vezes, de construir uma porta de madeira que ficou certinha no seu esquadro! Sentimos o cheiro da comida que nós mesmos preparamos. Vemos o espeto com o delicioso churrasco animar a família.
Entendemos emoções, conhecemo-nos um pouco mais, interagimos com as pessoas noutro ambiente.
Usar as mãos é bom. O teclado do computador não pode ser seu único espaço. Perde-se momentos interessantes se não as damos a chance de viver seu uso em outras utilidades.
Sugestão: tenha um hobbie manual. Pintura, escultura, fazer pão, churrasco, marcenaria, desenho, etc. Descubra por si mesmo o que quero dizer. Pois não consigo expressar o sentimento que tive hoje trabalhando com serra, prego e madeira. Os dedos no teclado não conseguem comunicar o que sentiram à tarde.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Inteligência Executiva

O terceiro atributo da liderança é a inteligência. Uma inteligência de tipo executivo, isto é, pragmática, capaz de resolver problemas.
Imaginem o indivíduo que vai à frente e atrai seguidores (primeiro e segundo atributos) e os leva para o abismo! Não pode ser assim. Não deve ser assim. Um líder tem de completar sua descrição com um elemento garantidor de resultados. Daí a necessidade de completar sua descrição com este último atributo.
Inteligência é palavra latina, vem de inteligere, que quer dizer algo assim como "discernir". No ambiente organizacional, isso se refere diretamente à tomada de decisões. Decidir é o uso gerencial da faculdade de discernimento que TODOS seres humanos temos. Acontece que este poder de avaliar situações, escolher e definir ações precisa ser desenvolvido.
A experiência é um grande propulsor da capacidade de discernimento e decisão. A instrução e o conhecimento técnico acumulado também.
Há outras coisas, mais sutis, que sugerem um tipo de intuição... Uma visão rápida e direta das soluções.  Malcolm Gladwell, no seu excelente livrinho "Blink" - que podemos traduzir como "golpe de vista" - comenta desta habilidade que temos e que está muitíssimo mais presente no nosso cotidiano do que se imagina normalmente. Somo bastante intuitivos.
Há hoje uma disciplina numa Universidade norte-americana de negócios (business, my friend) chamada strategic intuition. Vejam que já é assunto acadêmico. Pela minha experiência como consultor, há muito tempo percebo, empiricamente, que muitas decisões (e boas decisões) de empresários são por intuição.
Desde o surto de interesse pela chamada inteligência emocional, devido às publicações de Goleman, passando pelo interessante trabalho das inteligências múltiplas de Gardner, podemos chegar a concluir que o líder também tem um tipo de inteligência estratégica e unificadora de tudo que precisa para gerir sua equipe e organização.
Assim, a inteligência executiva vem arranjar todos os elementos que nos facultam a analisar problemas e solucioná-los. Por raciocínio lento, por rápida intuição. Com perspicácia ou habilidade interpessoal. Por qualquer outro processo cognitivo que se queira. O importante é que o líder não leve seus seguidores para qualquer lugar... Todos querem o êxito. Inclusive o próprio líder. E isso é também questão de inteligência.