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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Crescimento (e momentum)

Há um ponto na vida das organizações em que elas entram num processo de crescimento acelerado. Muitos estudiosos chamam isso de momentum de crescimento.
Eu advogo que este fato radica no ponto de alinhamento entre a identidade da empresa e suas operações de negócio. Ou seja, o grande crescimento inicia-se quando a empresa se expressa com autenticidade. O problema é que manter este momentum requer muita concentração e fidelidade à identidade da empresa e muitas vezes os líderes não sustentam este desafio.
A pergunta prática então é: como desenvolver um método de vendas e de entrega dos produtos/serviços coerente com a essência do negócio (chame como quiser, por exemplo, o conjunto de missão, visão, valores).
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Será que isso não se aplica ao indivíduo também? Veja: como líder, você tem seu ponto de inflexão na carreira. De repente é promovido e passa a influenciar muito mais a organização para a qual trabalha. Pergunto: como manter suas qualidades essenciais? Como não se deixar levar por vaidade, negligência, soberba?

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Crescimento (e identidade)

Laurence Ackerman, um gênio que explicitou as 8 leis da identidade em seu livro “Identidade é Destino”, nos ajuda a entender algo fundamental: crescer não significa simplesmente ter mais clientes ou aumentar as vendas numericamente. Veja: se isso implicar fazer coisas que não têm a ver com o que você (ou seu negócio) é em essência, na realidade, não será crescimento, mas o prenúncio da decadência – ainda que as vendas aumentem no curto e médio prazos...
Há vários casos conhecidos por mim e tantos outros consultores e executivos. A empresa começa a crescer e, de repente, perde a qualidade característica de seus primeiros anos, perde a capacidade de atendimento aos seus clientes, perde o controle sobre os números e sobre seus métodos e modos de entrega de seus produtos e serviços. Depois, acontece o pior. E mesmo que o negócio não quebre, deixa de ter o brilho e a motivação subjacente dos fundados e primeiros líderes que, visionários, sonharam com a organização.
Essa verdade não se aplica só aos negócios. Aplica-se à vida. É fundamental manter-se fiel a si mesmo. Crescer não pode ser um desvio de sua identidade, mas uma expressão mais forte dela.
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Um sintoma que pode ajudar: a felicidade, a alegria, a motivação. Ou a falta disso! Fique alerta, nunca deixe de ser você mesmo.

Seja uma organização ou uma pessoa, jamais abra mão de sua identidade. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fronteiras (de fora e de dentro)

Quando eu nunca havia trabalho em projetos internacionais as fronteiras do Brasil pareciam-me mais distantes. Depois, em contato com empresas das Américas do Norte e do Sul e da Europa, passei a ver as "bordas" do país de outro modo. Parecem-me agora mais perto... Cruzar a fronteira - fisicamente ou por telefone, skype, e-mail - é hoje coisa comum e faço-o toda semana.
E os limites da vida, em geral, não são assim também? Eu acho que a metáfora se aplica bem diretamente: todo desafio, quando é superado, torna-se coisa comum, trivial até, mas não sem antes dar aquele frio na barriga. Antes de ultrapassar um limite, sempre há uma dose mista de ansiedade, medo, insegurança. E quando, tomados de heróica coragem, qual naquelas sagas cavalheirescas à lá Don Quixote, arremetemos contra os "moinhos de vento", constatamos que podemos vencer e ficamos satisfeitos por atravessar mais uma borda.
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Imaginemos que toda limitação externa, para fazer as coisas, corresponde a uma limitação interna, equivalente, que será inevitavelmente transposta quando ousarmos desafiá-la. Assim, ficamos mais globalizados, cosmopolitas, internacionais. Por dentro e por fora!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Resignação?

Os filósofos da escola estóica - famosos pelo seu rigor e disciplina - visavam uma moral viril e de força frente às dificuldades da vida. Consideravam que as circunstâncias deviam ser aceitas e todo sofrimento pertinente, absorvido. Numa sorte de indiferença ante a dor, sem afetar-se (apathia), recomendavam manter a calma e a serenidade (ataraxia) e seguir adiante.
Mas isso depende também de escolhas, pois o que se espera é que cada um aceite as consequências de suas escolhas, resignados, porém determinados e potentes frente os desafios. Ou seja, devemos, antes de mais nada, escolher quais desafios vamos querer sustentar nossa presença e continuidade. Não se trata somente de fortaleza interior para aceitar as dificuldades, mas eleger conscientemente se é isso que queremos para nossas vidas. Assim, antes de ser estóico no sofrimento, seja na determinação da sua vida!
A resignação só é virtude quando estamos conscientes do que queremos. Tudo na vida tem um preço, exige um esforço. Mas somos tão livres para aceitar isso como para definir nosso caminho.
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Superar as dificuldades é muito bom e compensador. Melhor ainda é fazer isso sabendo que a causa é justa, boa e verdadeira. Afinal, os estóicos eram também platônicos.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não é ser o melhor, mas estar melhorando.

Das centenas de definições que lemos sobre que é sucesso - na vida profissional, por exemplo - uma chamou-me a atenção em particular. Do livro "Maximize your Potential" de Jocelyn Glei, editora chefe do 99u quando ela diz que "Sucesso não é sobre ser o melhor (the best). É sobre estar sempre tornando-se melhor (becoming better)". E a autora complementa sua constatação com algumas perguntas para refletirmos:
- você consegue sair de sua zona de conforto?
- pode aprender com os erros?
- criar/construir novas habilidades?
Ela também menciona que desenvolver o próprio potencial demanda dedicação, criatividade e uma boa dose de esforço.
Bem, eu concordo com tudo isso em gênero, número e grau. Acho que todos nós temos no próprio potencial a felicidade, a realização e o sucesso. E concordo ainda que isso não virá de graça, requer esforço e dedicação. E fica mais fácil, penso, exercitar isso com uma perspectiva de estar sempre aprendendo, fazendo pequenas melhorias (o kaizen dos japoneses...), vivendo e acumulando experiências novas, passando pela vida como um caçador - como dizia Carlos Catañeda, em constante espreita.
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Você não precisa querer ser o melhor. Na realidade, todos somos já o melhor que podemos ser no instante em que pensamos nisso. E logicamente podemos ser ainda melhores... Basta considerar isso tudo como um processo, um fluxo, um movimento e não um meta estática, um estado definitivo, um objetivo final.
Enfim, desejo que você esteja sempre melhorando. Sempre.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Por princípio? Então tá.

Uma vez, conversando com o presidente de uma empresa, falei que minha decisão se justificava pelos meus princípios, não por outro motivo. Ele disse: ""Por princípio? Então tá". Ou seja, ele sabia o que significava isso. Mas poucos sabem...
A ética é muitas vezes dividida em deontológica e teleológica. À última, relaciona-se as finalidades e objetivos dos homens. À primeira, trata de deveres definidos por princípios que servem para orientar o comportamento, independente das circunstâncias.
Podemos afirmar nossas vidas em base a fundamentos morais inquestionáveis e não negociáveis. E lutar, sempre, para que as circunstâncias não nos dobrem. Não abrir mão disso. E por que não o contrário, até Seguindo a sugestão de Maquiavel para o Príncipe: inclinar a natureza (Fortuna) à sua vontade e virtude.
E, vejam! Logo ele, Maquiavel, famoso pela sua frase de que "os fins justificam os meios", omitindo um dos três elementos do silogismo, justamente os princípios. Acontece que muitas vezes os princípios morais ficam implícitos... Eu acho que seria hora de cada um ter isso bem explícito para si mesmo.
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Dica: sempre que tiver uma escolha difícil de fazer, busque apoio em si mesmo, nos seus pilares morais, naquilo que você acredita como certo, bom e verdadeiro.
Pois, certamente, a sua consciência vai argumentar na hora de deitar a cabeça no travesseiro: Por princípio? Então tá.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Guarda Alta!

Essa é a dica de todo instrutor de artes marciais para seus alunos. Guarda alta!
Quando a luta está sob controle, há uma tendência de sentir-se seguro e negligenciar o perigo de um movimento vencedor do adversário. (Eu já perdi uma luta num torneio por este motivo.)
Na vida é assim... Às vezes as coisas estão indo tão bem que ficamos desatentos, displicentes e sem concentração. Normalmente as pessoas ficam alegres e confortáveis nestes momentos - e até demais - a ponto de gerarem, sem querer, um problema a seguir.
Se opõem assim, a todo momento, prazer e dor, êxitos e perdas. Mas essa dualidade exagerada, radical, pode ser controlada se mantivermos sempre a "guarda alta", uma sorte de tensão interna saudável, capaz de nos deixar sempre prevenidos, de olhos abertos, cuidando das coisas à nossa volta.
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Nunca devemos baixar a guarda. Não porque isso seja neurose, mas porque é inteligente.
Mesmo que não venha um golpe em sua direção, você será capaz de ser mais efetivo nos seus próprios golpes. Tudo simbólico, é claro!